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Partir

Partir é deixar para trás as pessoas, as casas, as ruas, a vida que levámos até ao momento em que a decisão, tantas vezes forçada, nos impele a procurar algo novo, uma vida nova, uma esperança.

Foi isso que fez o Joaquim,  tal como tantos outros que deixaram este Portugal de miséria.

Deixou um país onde comer uma côdea de pão era um luxo, onde dormir num colchão era um sonho, onde as mãos se desgastavam na terra e no mar.
O Joaquim, ainda jovem, não tinha outra saída senão lançar-se no desconhecido, numa viagem que só conhecia pelo que ouvira dizer. Uma terra que não era a sua, que era longe, muito para além do horizonte, para além do pouco que sabia.

Cheio de coragem, e de medo, deixou para trás o cheiro do campo, o calor da família e partiu com uma pequana mala com pouca roupa e muitas dúvidas. Essa terra prometida era um sonho distante, uma miragem que, por vezes, parecia inalcançável. Mas era também uma esperança — a oportunidade de escrever uma nova história - longe da fome e da dor.

Cada passo a caminho do estrangeiro levava consigo o peso da saudade, mas também a força silenciosa de quem luta para sobreviver e prosperar.

O Joaquim sabia que o caminho seria difícil, cheio de incertezas e batalhas, mas não havia alternativa: partir era a sua única esperança.

 

E algum dos meus estimados leitores já teve esta experiência? 

Fica o desafio.

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