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Partir

Partir é deixar para trás as pessoas, as casas, as ruas, a vida que levámos até ao momento em que a decisão, tantas vezes forçada, nos impele a procurar algo novo, uma vida nova, uma esperança. Foi isso que fez o Joaquim,  tal como tantos outros que deixaram este Portugal de miséria. Deixou um país onde comer uma côdea de pão era um luxo, onde dormir num colchão era um sonho, onde as mãos se desgastavam na terra e no mar. O Joaquim, ainda jovem, não tinha outra saída senão lançar-se no desconhecido, numa viagem que só conhecia pelo que ouvira dizer. Uma terra que não era a sua, que era longe, muito para além do horizonte, para além do pouco que sabia. Cheio de coragem, e de medo, deixou para trás o cheiro do campo, o calor da família e partiu com uma pequana mala com pouca roupa e muitas dúvidas. Essa terra prometida era um sonho distante, uma miragem que, por vezes, parecia inalcançável. Mas era também uma esperança — a oportunidade de escrever uma nova história - longe da fome e d...

Desafio

Há uns dias um amigo meu enviou-me esta foto, questionando-me se conseguia identificar esta imagem. Lá fui eu vasculhar nos meus livros de iconografia religiosa, mas infelizmente as minhas dúvidas cresciam mais que as cerezas, posto que a imagética na arte sacra vai mudando de acordo com o "gosto" ou influência do escultor, para este caso.  Acresce que a falta de elementos que compunham a obra na sua origem, nomeadamente nas mãos, também contribuem para a dificuldade na sua identificação. Nesse sentido, e apesar de estar na dúvida entre dois nomes, deixo o desafio aos amigos bloguistas na identificação desta santa. Boas pesquisas.

Os problemas mentais: Parte I

Todos nós, em algum momento, já sentimos ansiedade, num exame, numa entrevista, numa situação nova. Mas viver com ansiedade generalizada é outra coisa. É ter o coração acelerado sem razão aparente. É estar cansado antes de o dia começar.  É sentir que algo está sempre prestes a correr mal… mesmo quando tudo está (aparentemente) bem. Falo disto não só como observador, mas como alguém que convive com pessoas que sofrem deste mal silencioso. Não duvidem, é mesmo isso que acontece: silencioso, invisível e, apesar de todas as políticas, subestimado. De acordo com os dados mais recentes do INE, 34,3% dos portugueses com 16 anos ou mais apresentam sintomas de ansiedade generalizada e não estamos a falar de um desconforto ligeiro. Na verdade, 11,1% têm níveis graves.  Números que são mais altos do que a média europeia. Na Europa, cerca de 25 milhões de pessoas vivem com perturbações de ansiedade, sendo a ansiedade generalizada uma das mais prevalentes. A nível mundial, estamos a...