Hoje a escrita não me sai.
As mãos não se movem,
A tinta não escorre da caneta e o papel não existe.
Raspo, em sinal de desespero,
A velha mesa de madeira com a ponta da navalha.
E, aos poucos, vão nascendo figuras geométricas entrelaçadas,
Como num desenho abstrato que nunca será.
Pouco mais consigo perceber, ouvir ou ver,
A não ser a pálida e intermitente luz da vela,
Que treme sobre a superfície gasta da velha mesa.
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