Avançar para o conteúdo principal

Da liberdade da escrita de cada um...

caveman_cube.jpg


Escrever é, para mim, a liberdade na ponta da minha caneta.


Nesse processo químico de transformação da tinta que verte da caneta para palavras no papel, não apenas narro as minhas estórias, como também liberto as minhas emoções, pensamentos e experiências que, muitas vezes, permanecem ocultas nas “gavetas” da minha mente.


Escrever livremente é, em si mesmo, um processo catártico que me permite explorar, entre tantas outras coisas, a enorme complexidade do mundo que me rodeia.
Por isso, pouco me importa quem me lê, o que pensam das minhas divagações, do interesse que os meus textos despoletam em terceiros.


Seguirei sempre, como quando iniciei esta “coisa” tão libertadora da escrita, ainda era um menino com acne.


A escrita, sendo libertadora, não deve estar agrilhoada a nenhum tema em específico, mas a uma sensação de confronto, e conforto, interior entre o escritor e o papel. A caneta é a ligação entre o imaterial e o material. 


E isso é verdadeiramente admirável.


Uma boa semana aos meus leitores e amigos.


 


* Gravura: https://retorikos.wordpress.com/2011/03/13/homem-das-cavernas/ (acedido em 14/04/2025)

Comentários

  1. Totalmente de acordo caro amigo. Também vivo escrevendo e sou, decerto, o maior leitor do meu blog. Mas não posso escolher a escrita em função do gosto dos leitores ou na mira de bons dados estatísticos.
    Um abraço

    ResponderEliminar
  2. Concordo em absoluto.
    Escrever para agradar ou para estatísticas é subverter o que refiro no texto.
    Também eu sou o maior leitor do que escrevo aqui. Dos livros que já publiquei, nem por isso. Por vezes esqueço-me de certas passagens!
    Grande abraço.

    ResponderEliminar
  3. Gostei muito de ler a sua publicação e não podia estar mais de acordo consigo. É tão bom sentir que alguém escreve porque adora e se realiza a escrever sem ter em conta assistência ou exigência de tema. Escrever liberta profundamente, ainda que nos achem reprimidos ou o que for. Escrever é um direito. Triste é quando nos sentimos formatados ou condicionados por este, ou aquele. Obrigada por escrever, independentemente de quem o lê. Seremos dois, quando eu também aqui comecei a escrever era uma jovem mulher e hoje sou uma avó babada! Porém, não me sinto velha nem acabada. Pelo contrário. Tenho o vigor com que comecei ou mais. Tudo de bom para si. Desculpe o extenso do comentário. Bom resto de semana!

    ResponderEliminar
  4. Muito agradeço o seu comentário, Maria Ribeiro.
    Existe, por assim dizer, uma tendência para "modas" na escrita que consegue angariar leitores, duvido que todos acompanhem e terminem os ditos textos!!
    Bom, o que importa é escrever e, talvez por isso, acabei de publicar um texto sobre uma temática que me parece ser digna de elevada análise. Posto que coloca em questão a autenticidade do ser humano.
    Em breve dissertarei aqui os problemas gravíssimos da utilização do "Chatgpt" na área da criação, diria, artística, científica e por aí adiante. Mas isso fica para quando eu tiver tempo.
    Uma Santa Páscoa para si e família, agradencendo o seu comentário.

    ResponderEliminar
  5. Muito obrigada!| Uma Santa Páscoa também para si e família com saúde, paz, alegria, tudo de bom. Se me permite, voltarei para comentar a sua última publicação e a utilização do "Chatgpt" que, agora por falta de tempo, uma vez que recebo a família amanhã, estou um pouco atarefada e só dei um saltinho ao computador! Mais uma vez obrigada pela sua resposta.


    ResponderEliminar
  6. Cara Maria,
    As minhas desculpas pela resposta tardia ao seu simpático comentário.
    Espero que tenha tido uma Santa Páscoa.
    Quanto à questão da utilização do Chatgpt, é algo que me preocupa, e bastante, por razões que começam a ser discutidas nas várias áreas do conhecimento.
    Parece-me, para dar início a uma reflexão colectiva, que a criatividade da escrita, em particular, encontra-se ameaçada por todos os que utilizam aquele meio para escrever.
    Mas deixemos isso para uma próxima, como prometi, "dissertarção" ou análise crítica.
    Cordiais cumprimentos,

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Obrigado pelo comentário.

Mensagens populares deste blogue

O cão que fazia ão, ão

  Era uma vez um cão que fazia ão, ão. Não fazia au au, fazia ão, ão! E vivia num enorme casarão, O casarão do Senhor Barão.   O cão era um animal de estimação, O pet do Senhor Barão, pois então. Dormia no tapete do salão, E o cão que fazia ão, ão, gostava do casarão.   O Senhor Barão gostava muito de melão, Comprava sempre o mais doce da estação, Que aviava na mercearia do Sr. Adão. Todas as sextas-feiras sem falha, nem senão.   O cão na mercearia do Sr. Adão, disse ao Barão, - Sr. Barão, já estou farto de melão. - Não te chega o que comes, o melão é meia  refeição, Disse o Barão ao cão.   A mesa estava pronta para a refeição, Faisão com melão, O Senhor Barão comeu como um latagão, Já o cão, não.   - Então cão porque não comes o melão? - Senhor Barão, já estou cheio com o faisão.   E assim termina esta narração, Do cão que fazia ão, ão, E que vivia num casarão. De tolo não tinha nada,...

O candeeiro

Tenho uma relação séria e duradoura com o candeeiro da minha rua. À primeira vista pode parecer uma afirmação insólita, talvez até absurda, mas há, entre nós, um entendimento silencioso que ultrapassa a mera funcionalidade.  Ele oferece-me luz e eu ofereço o propósito de “ser”. Na sua presença o caminho torna-se visível. Não apenas o caminho físico que percorro, mas também aquele que se insinua dentro de mim sempre que a noite cai e o mundo se recolhe. Sem a sua luz seria mais difícil distinguir o real do imaginário.  Sem o meu olhar talvez a sua existência passasse despercebida, como tantas outras presenças mudas que nos rodeiam. Vivemos uma espécie de pacto discreto: ele ilumina-me e eu reconheço-lhe o valor.  Quando, por vezes, se apaga - porque até a luz mais constante acaba por soçobrar ao tempo - sou eu quem lhe devolve a chama, substituindo a lâmpada com o cuidado de quem trata de um velho amigo. Neste gesto simples reside uma verdade maior: nada existe por ...

Reflexão sobre a Saúde Mental e Assédio Moral no Trabalho: Um problema global

  Nota prévia: Antes de ler o que abaixo se expõe, consulte  https://www.ilo.org/pt-pt/resource/news/viol%C3%AAncia-e-o-ass%C3%A9dio-no-trabalho-afetam-mais-de-uma-em-cada-cinco-pessoas  (acedido em 05/10/2025)   Já há muito tempo que sentia a necessidade de escrever uma breve reflexão sobre o impacto do assédio moral no trabalho na saúde mental dos trabalhadores, particularmente no contexto da Função Pública. Isto sem prejuízo das entidades privadas, que necessitam de uma abordagem diametralmente diferente. Este é um tema delicado, muitas vezes ignorado nas discussões institucionais, mas cuja gravidade se reflecte diariamente na vida de milhares de pessoas que enfrentam ambientes laborais hostis, relações hierárquicas abusivas e culturas organizacionais permissivas face à violência psicológica. A saúde mental tem sido, nos últimos anos, objecto de maior atenção, mas ainda se encontra envolta num certo silêncio social, sobretudo quando relacionada com o trabalho. Em Portugal, o...