A cada crise que aparece, parece-me que se desmorona o castelo que infinitamente vou reconstruindo.
A cada ameia que cai, a cada pedra que se solta, é mais um esforço que faço, na tentativa de unificar o meu “quadrado”.
Os castelos são mesmo assim. Erigidos pedra sobre pedra, sem argamassa interligante, fortes e resistentes. Esses são os castelos, os verdadeiros, os medievais.
Os outros, os da mente, não são iguais e basta uma pequena aragem para o deitar abaixo.
E vamos, momento após momento, reconstruindo, pegando na mesma pedra que colocámos ontem, e, teimosamente, a acomodamos no mesmo exacto lugar, até que as forças se esgotem, até que pesada pedra vença o pensamento atordoado pela negatividade, o corpo cansado pela luta incessantes contra a ansiedade.
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